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10ª DATAGRO Abertura de Safra: setor sucroenergético se torna ainda mais estratégico diante da atual conjuntura geopolítica global

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O setor produtivo sucroenergético, sobretudo a produção de etanol se mostra ainda mais estratégico para segurança energética brasileira, diante da conjuntura geopolítica global cercada de incertezas, que tem em diversos conflitos regionais, sendo a guerra no Oriente Médio o mais recente, os acontecimentos mais críticos. Foi o que destacou o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, na cerimônia de abertura da 10ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, nesta quarta-feira (11), em Ribeirão Preto (SP). O evento, que dá o arranque para a temporada 2026/27 de cana na região Centro-Sul, é apresentado pelo Santander e Koppert.

"O momento atual traz insegurança em relação ao abastecimento mundial de petróleo e derivados, com impacto também na cadeia de fertilizantes nitrogenados", afirmou Nastari no início de sua exposição. Para dar suporte ao seu posicionamento da importância do segmento sucroenergético, o presidente da DATAGRO recordou, por exemplo, que a produção total de etanol - a partir da cana e do milho - cresceu em dez bilhões de litros nos últimos cinco anos. "De 1975 em diante, o etanol substituiu cerca de um terço das reservas de petróleo equivalente no Brasil - aproximadamente 4 bilhões de litros em se tratando só da gasolina."



Em relação ao açúcar, o novo ciclo começa com preços mundialmente pressionados, assinalou Nastari, registrando que a produção nacional do adoçante vem se situando em torno de 40 milhões de toneladas nos últimos três anos. "Logo, as cotações baixistas para o açúcar não têm relação com algum incremento na produção brasileira."

De maneira ampla, o presidente da DATAGRO ressaltou que o sucesso do agro nacional vem ganhando novos capítulos exatamente pelo conexão virtuosa entre a produção de alimentos e de energia limpa e renovável. "E os biocombustíveis são um dos principais elos desta integração, porque estimulam a agregação de valor em diversas frentes."

Entre as demais falas da solenidade de abertura, destaque para a participação do deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que acentuou: "o agro brasileiro produz alimentos e energia de forma simultânea e conciliatória". Jardim ressaltou que a instabilidade geopolítica global, que traz riscos ao comércio do petróleo, torna prioridade a necessidade de aumento dos percentuais de etanol anidro na gasolina e do biodiesel no diesel, em posicionamento endossado pelo presidente da Bioenergia Brasil e Siamig, Mário Campos Filho. "Vamos trabalhar para a elevação rápida destas misturas", disse.

Ademais, Jardim lembrou, ainda, das oportunidades que despontam para o etanol como rota tecnológica viável para combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês) e marítimo, o chamado biobunker.

:: Números do evento

Nesta 10ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, o evento reúne e contempla ainda os seguintes números de participação:

- mais de 180 usinas de cana-de-açúcar, que respondem por aproximadamente 580 milhões de toneladas de cana processada;
- 11 usinas de etanol de milho;
- 75% da produção nacional de açúcar, cerca de 35 milhões de toneladas do adoçante;
- Mais de 70% da produção de etanol de cana e de 80% da fabricação do biocombustível a partir do milho.

A solenidade de abertura contou com a presença dos seguintes convidados:

Ricardo Silva, Prefeito, Prefeitura da Cidade de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, Brasil.

Arnaldo Jardim, Deputado Federal e Vice-Presidente da FPA, Câmara dos Deputados, Brasília, Brasil.

Orlando Melo de Castro, Sub-secretário de Agricultura, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil – Representando Geraldo Melo Filho, Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

André Rocha, Presidente, FIEG e Presidente Executivo, SIFAEG, Goiás, Brasil.

Hugo Cagno, Presidente, UDOP, Ribeirão Preto, Brasil.

José Guilherme Nogueira, CEO, ORPLANA, Ribeirão Preto, Brasil.

Luiz Gustavo Wiechoreki, Coordenador-Geral de Cana-de-açúcar e Agroenergia, Ministério de Agricultura e Pecuária, Brasília, Brasil.

Luis Henrique Scabello de Oliveira, Diretor Financeiro, FEPLANA, Brasília, Brasil.

Marcelo Schunn Diniz Junqueira, Vice-Presidente, Sociedade Rural Brasileira (SRB), Orlândia, Brasil.

Marco Vinholi, Diretor Técnico, SEBRAE, São Paulo, Brasil.

Mário Campos Filho, Presidente, Siamig Bioenergia Brasil, Belo Horizonte, Brasil.

Maurílio Biagi Filho, Presidente, Grupo Maubisa, Ribeirão Preto, Brasil.

Nelson Perez Junior, Presidente da Comissão Nacional de Cana de Açúcar, CNA, Brasília, Brasil – Representando Tirso Meirelles, Presidente, FAESP/SENAR, São Paulo, Brasil.

Pedro Robério Nogueira, Presidente, Sindaçúcar-AL, Maceió, Brasil.

Rodrigo Malho e Simonato, Conselheiro da UNICA – Representando Evandro Gussi, Presidente, UNICA, São Paulo, Brasil.

Rosana Amadeu Silva, Presidente, CEISE, Sertãozinho, Brasil.

Caroline Perestrelo, Líder Sênior Rede Agro Corporate, Santander Brasil, São Paulo, Brasil.

Vinicius Lopes, Gerente Comercial Cana-de-Açúcar, Koppert, Piracicaba, Brasil.