O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (2) em moderada baixa de 2,00 pontos e 0,44%, cotado a US$ cents 452,25/bushel; o vencimento de julho recuou 1,75 ponto e 0,38%, a US$ cents 463,25/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 2,11% e 2,16%, respectivamente.Após iniciarem o dia em alta, os preços do cereal acabaram perdendo força, pressionados pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, fator que reduz a competitividade do milho norte-americano no mercado internacional.Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 26 de março. Segundo o documento, foram comercializadas 1,149 milhão de toneladas de milho no período, volume levemente abaixo do registrado na semana anterior. As projeções dos analistas iam de 900 mil a 1,600 milhão de toneladas.No Brasil, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da produção nacional – segue em desenvolvimento, com o mercado atento às condições hídricas das lavouras e à previsão do tempo para os principais estados produtores.A safra de verão, por sua vez, tem os trabalhos de colheita próximos de 60% concluídos, atrasados em relação aos últimos anos. Somando as duas safras, o Brasil deverá produzir um recorde de 144 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, segundo estimativa da DATAGRO Grãos.Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 avança timidamente, também com expectativa de produção recorde. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) estima 57 mi de t, contra 52 mi de t do USDA.No entanto, maiores perdas foram limitadas pela disparada do petróleo no mercado internacional e pela expectativa de que produtores dos EUA diminuirão a área de milho na safra 2026/27, cujos trabalhos de plantio devem se iniciar oficialmente neste mês.Amanhã (3), as negociações estarão suspensas na CBOT devido ao feriado de Sexta-feira Santa. As operações serão retomadas normalmente na segunda-feira (6), quando o USDA voltará a publicar seu boletim semanal com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.