CBOT: soja fecha em alta; trigo e milho anotam perdas
O contrato de maio da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (9) em leve alta de 3,25 pontos e 0,28%, cotado a US$ 1.165,25/bushel; o vencimento de julho subiu 3,00 pontos e 0,25%, aos US$ 1.181,00/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 0,15% e 0,08%, nesta ordem.Em relação aos derivados, o farelo avançou 1,11%, enquanto o óleo recuou 0,42%.Neste pregão, os preços foram beneficiados pela expectativa de que um encontro em meados de maio entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, leve à retomada das exportações de soja americana para a China.Quanto às vendas semanais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os agricultores norte-americanos comercializaram 295 mil toneladas, em linha com as projeções do mercado.Também deu porte à alta do petróleo no mercado internacional, o que amplia a competitividade dos biocombustíveis à base de soja e grãos.Ademais, hoje o USDA reportou o relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) de abril. O documento manteve as estimativas de produção e estoques finais dos EUA em 115,99 e 9,52 milhões de toneladas, respectivamente.As principais mudanças foram nas projeções para as exportações do país norte-americano na referida temporada (de 42,86 para 41,91 mi de t) e para o esmagamento (de 70,08 para 71,03 mi de t).
Milho
O vencimento de maio do milho negociado na
CBOT encerrou o dia cotado a US$ 444,00/bushel, após cair 3,25 pontos e 0,73% nesta sessão. O ativo de julho cedeu 3,00 pontos e 0,66%, a US$ 455,00/bushel. Na parcial da semana, os contratos acumulam perdas de 1,82% e 1,78%, respectivamente.As cotações do milho foram pressionadas pelas novas projeções do
Wasde de abril. O
USDA manteve inalterada sua projeção de estoques abundantes de milho nos EUA, o maior em sete anos, e elevou sua previsão para os estoques mundiais de milho para as safras 2025/26 e 2024/25.Também pesou a nova projeção da
Bolsa de Cereais de Rosário da Argentina para a safra de milho 2025/26, que deverá atingir um recorde de 67 milhões de toneladas, ante a estimativa anterior de 62 milhões de toneladas.Por sua vez, as perdas foram contadas pelo sentimento de incerteza em relação à frágil trégua entre os EUA e o Irã e à data em que a navegação poderá ser retomada pelo Estreito de Ormuz.Quanto às vendas semanais, foram enviadas 1,3 milhão de toneladas na semana encerrada em 2 de abril, em linha com o previsto pelo mercado.
Trigo
O trigo — referência para maio — fechou em queda na
CBOT de 5,75 pontos e 0,99%, cotado a US$ 574,50/bushel, com queda semanal de 3,97%. Na
Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês caiu 4,75 pontos e 0,80%, a US$ cents 590,50/bushel.O mercado do cereal acompanhou as novas projeções de ampla oferta global de trigo do relatório
Wasde do
USDA.O departamento elevou sua projeção de estoques globais de trigo restantes no final do ano comercial de 2025/26 para 283,12 milhões de toneladas, ante 276,96 milhões anteriormente e acima das expectativas do mercado, tendo em vista colheitas maiores na Rússia e na União Europeia.Por sua vez, a demanda internacional limitou maiores perdas. As vendas até 2 de abril somaram 164 mil toneladas, acima da projeção de 150 mil.Enquanto isso, o USDA informou uma piora nas áreas de secas nas lavouras dos EUA, onde 68% da área de trigo de inverno está afetada pelas condições climáticas, acima do 65% registrado na semana passada.