O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (29) em expressiva baixa de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, com recuo acumulado de 3,14% na parcial da semana. Durante o pregão, o indicador recuou a uma mínima de 184.504,18 pontos; e alcançou uma máxima de 188.709,96 pontos.Entre as empresas de maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) despencou 5,87%, pressionado pela divulgação na véspera do balanço referente ao primeiro trimestre do ano, que apesar de positivo, não atendeu todas as expectativas dos investidores.Por outro lado, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) anotaram amplos ganhos de 3,16% e 3,03%, nesta ordem.Os grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Itaú (ITUB4) anotou expressiva baixa de 2,79%; o Bradesco (BBDC4) registrou desvalorização de 2,35%; o Santander (SANB11) caiu 2,65%; e o Banco do Brasil (BBAS3) despencou 3,68%.Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuou 0,57%, aos 48.861,68 pontos; o S&P 500 fechou em estabilidade com viés de baixa (-0,04%), aos 7.136,11 pontos; enquanto o Nasdaq registrou viés de alta (+0,04%), aos 24.673,24 pontos.Neste pregão, a atenção dos investidores se voltou para as decisões da chamada “Super Quarta”, com anúncios de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.O Federal Reserve (Fed), por meio do Fomc, manteve a taxa básica de juros dos EUA na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, decisão amplamente esperada pelo mercado, embora não unânime — com voto dissidente favorável ao corte de 0,25 ponto percentual.Em comunicado, o Fed destacou que a atividade econômica segue em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada, influenciada, em parte, pelos preços globais de energia.Após a decisão, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, adotou tom mais cauteloso quanto a eventuais cortes de juros, reforçando a necessidade de acompanhar o cenário inflacionário.No Brasil, o mercado aguarda a posição do Banco Central (BC), que divulgará a decisão sobre a taxa Selic às 18h30. A expectativa do mercado é de manutenção em 14,75% ao ano.Entre os dados divulgados no dia, o IBGE informou alta de 2,37% no Índice de Preços ao Produtor (IPP) em março, após queda no mês anterior.Já o FGV Ibre reportou avanço de 2,73% no IGP-M de abril, intensificando sinais de pressão inflacionária.No mercado de trabalho, o país criou 228.208 vagas formais em março, segundo o Novo Caged, no melhor resultado para o mês desde 2024.No cenário externo, a persistente tensão entre Estados Unidos e Irã segue no radar. O bloqueio no Estreito de Ormuz e a rejeição de proposta iraniana por parte do presidente Donald Trump aumentam a percepção de risco global.Com isso, os preços do petróleo seguem elevados, com o Brent próximo de US$ 120 por barril e o WTI acima de US$ 105, ampliando preocupações inflacionárias no curto e médio prazo.