O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (6) em forte baixa de 16,75 pontos e 1,38%, cotado a US$ cents 1.194,75/bushel; o de agosto cedeu 16,00 pontos e 1,33%, a US$ cents 1.189,00/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 0,71% e 0,69%, nesta ordem.Em relação aos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 2,46% e 0,97%, respectivamente.Neste pregão, os preços foram pressionados pela queda do petróleo no mercado internacional, tendo em vista as notícias de que os Estados Unidos e o Irã estariam próximos de uma trégua no Oriente Médio.A queda da commodity energética afeta diretamente o mercado agrícola, tendo em vista o uso de grãos e oleaginosas na produção de biocombustíveis.Também derrubou as cotações o avanço dos trabalhos de campo no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho dos EUA.Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da soja 2026/27 alcançou 33% da área projetada no último domingo (3), após avançar 10 pontos percentuais em uma semana. As atividades estão acima do registrado no ano passado (28%) e da média dos últimos cinco anos (23%).O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.Quanto às condições climáticas, o boletim diário do USDA informou a permanência de temperaturas frias e chuvas na região.“De fato, alertas de geada e temperaturas abaixo de zero estão em vigor hoje em partes do norte da região, estendendo-se até o norte de Iowa. Embora 13% do milho e da soja dos EUA já tivessem germinado até 3 de maio, a maior parte da germinação ocorreu no sul da região”, disse o documento.Amanhã (7), o USDA divulga o balanço semanal de vendas para exportação, bem como a atualização das condições de seca nas lavouras norte-americanas.