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Milho recua mais de 2% nesta 4ª feira em Chicago

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O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (6) em expressiva baixa de 11,50 pontos e 2,40%, cotado a US$ cents 468,50/bushel. O vencimento de setembro recuou 10,50 pontos e 2,16%, a US$ cents 475,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 2,45% e 1,96%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela queda de mais de 7% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano à base de milho. Há pouco, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que tanto a produção quanto os estoques do biocombustível aumentaram na última semana nos Estados Unidos.

Também exerceu pressão sobre os preços do grão o bom ritmo de plantio da safra 2026/27 do país norte-americano. Levantamento realizado até domingo (3) pelo Departamento de Agricultura (USDA) indica que a semeadura da nova safra de milho chegou a 38% da área estimada (38,58 milhões de hectares), após avançar 13 pontos percentuais em uma semana.

Esse desempenho se apresenta em linha com o observado no ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (34%). Ademais, 13% da área já atingiu a fase de emergência, ante 10% na temporada anterior e 9% na média dos últimos cinco anos.

Em seu boletim climático diário, o USDA informou que condições frias tomam o lugar das recentes chuvas registradas no Corn Belt. Alertas de geada e de temperaturas abaixo de zero estiveram em vigor no início de hoje, porém em partes do norte do Cinturão do Milho, onde a fase de germinação ainda não foi alcançada.

O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina seguem no radar. Amanhã (7), o USDA divulgará os registros semanais de vendas para exportação e o Drought Monitor.