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Ibovespa recua 0,77% nesta 6ª feira, aos 169.019 pontos

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Ibovespa encerrou esta sexta-feira (5) em moderada baixa de 0,77%, aos 169.019,12 pontos, com perda acumulada de 2,73% na semana. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) chegou aos 170.330,48 pontos; na mínima, o índice desceu aos 168.909,87 pontos.

De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram 3,78%, 0,52% e 0,87%, nesta ordem.

A maioria dos grandes bancos terminaram o dia em campo positivo: o Santander (SANB11) fechou em estabilidade com viés de alta (+0,04%); o Bradesco (BBDC4) subiu 0,58%, e o Itaú (ITUB4) avançou 0,28%. Somente o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,84%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em baixa. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) encerrou com perdas de 1,35%, aos 50.866,78 pontos; o S&P 500 despencou 2,65%, aos 7.383,74 pontos, e o Nasdaq se desvalorizou 4,18%, aos 25.709,43 pontos.

Neste pregão, o principal destaque do dia foi a publicação do payroll pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL).

Segundo o documento, foram criados 172 mil novos postos de trabalho não agrícolas em maio, ante 179 mil vagas em abril (dado revisado de 115 mil). O mercado projetava a criação de 85 mil postos no mês passado.

O desempenho robusto mostra que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve deve manter os juros nos EUA em níveis elevados por mais tempo, para levar a inflação de volta à meta.

Com a agenda econômica esvaziada no Brasil e a menor movimentação financeira devido ao feriado de Corpus Christi na véspera (4), o mercado também manteve parte das atenções voltada às incertezas em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o país persa de usá-lo como "moeda de troca" nas negociações com os EUA. Há quatro dias, Beirute voltou a sofrer ataques aéreos de Israel e o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com o governo americano à interrupção dos bombardeios israelenses no território libanês.