DEAG

Ibovespa encerra em leve queda nesta 6ª feira, aos 185 mil pontos

DEAG

Ibovespa encerrou esta sexta-feira (18) em leve baixa de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, mas com recuo acumulado de 1,06% na semana. Durante o pregão, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou a máxima de 185.991,47 pontos; na mínima, o índice desceu a 184.460,91 pontos.

Entre as empresas de maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram perdas de 1,53%, 1,09% e 0,23%.

Os grandes bancos terminaram o dia sem direção definida: o Itaú (ITUB4) anotou queda de 0,59%; e o Santander (SANB11) encerrou com perdas de 3,47%; e o Bradesco (BBDC4) desvalorizou 0,88%. Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) fechou em forte alta de 1,84% e o BTG Pactual (BPAC11) subiu 0,43%.

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em campo misto. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou baixa de 0,18%, aos 51.682,64 pontos; já o S&P 500 finalizou com ganhos de 0,17%, aos 7.650,50 pontos; e o Nasdaq valorizou 0,39%, aos 26.522,54 pontos.

Neste pregão, o mercado repercutiu os eventuais impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família anunciado ontem (17), assim como a corrida presidencial e a divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos.

O governo federal anunciou na véspera um reajuste de 15% no Bolsa Família, além de estudos para avaliar novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias. A notícia foi recebida com ressalvas pelos investidores, que enxergaram a medida como eleitoreira e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos.

Anteriormente nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, mas não deu sinais claros dos seus próximos passos na nota com a decisão.

Na contramão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) elevou os juros norte-americanos em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano.

O movimento de juros mais altos nas economias desenvolvidas foi reforçado mais cedo após o Banco do Japão (BoJ) elevar os juros de 1% para 1,25% ao ano.

Hoje pela manhã, o Fed divulgou que a produção industrial dos Estados Unidos ficou estável em agosto, ante alta de 0,2% anotada em julho. O resultado veio pior do que o avanço de 0,3% que era esperado pelo mercado. A taxa de utilização da capacidade instalada permanceu em 76,3% na passagem de julho para agosto, ante expectativa dos investidores de uma alta para 76,4%.

No radar, a corrida presidencial no Brasil e a continuidade das hostilidades no Oriente Médio, que mantém os preços do petróleo acima de US$ 100 o barril.