O dólar comercial terminou essa sexta-feira (16) em leve baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,0730, mas com ganho acumulado de 1,83% na semana. Na mínima do dia, o câmbio cedeu a R$ 5,0660; na máxima, subiu a R$ 5,0940.Neste pregão, o mercado promoveu um movimento de ajuste após a forte valorização do dólar registrada na véspera (15). O cenário eleitoral brasileiro, contudo, permaneceu entre os principais pontos de atenção dos investidores.As pesquisas mais recentes de Quaest e Datafolha indicam uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O Datafolha divulgado na quinta-feira apontou 51% a 49% nos votos válidos, dentro da margem de erro, enquanto a Quaest havia registrado 46% a 44% nas intenções totais.Os agentes acompanham principalmente as propostas econômicas dos candidatos e possíveis impactos sobre a política fiscal, a trajetória dos gastos públicos e da dívida brasileira.Na agenda econômica doméstica, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,3% em agosto na comparação com julho, com ajuste sazonal. O resultado ficou em linha com a expectativa do mercado.No trimestre encerrado em agosto, o indicador recuou 0,6% frente aos três meses imediatamente anteriores. Em 12 meses, o IBC-Br acumula crescimento de 1,6%.Em Wall Street, as ações operaram sob pressão nesta sexta-feira, em meio à rotação para fora de empresas ligadas à tecnologia e à inteligência artificial e à forte valorização do petróleo.Os investidores também seguem avaliando os sinais recentes de inflação nos Estados Unidos, após os índices de preços ao consumidor e ao produtor mostrarem pressões maiores do que o esperado, em um ambiente de energia mais cara.O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, evitou sinalizar, durante evento do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Bangkok, se o banco central elevará novamente os juros na próxima reunião. As declarações contribuíram para reforçar apostas de parte do mercado em manutenção das taxas neste mês, apesar das recentes pressões inflacionárias.